22 10 / 2011
Abre teus olhos, papai.
um: os piratas
- Don’Marrrrrria? Don’Marrrrrrrrria? Responda logo, mi dulcinho de coco. Pai está aqui constied. - disse ele, arranhando seu português arcaico mesclado com espanhol e com um sotaque frescurento de argentino marrento com sérios problemas de dicção. - Ninguém, Marrrria, alãm de vóce, pode mudar teo fotoro e libertar soa mente.
- Papai. Tir’éstas tuas mãos de minhas indefesas pernas - imediatamente - ou levarás um chute em tuas vergonhas.
O velho afastou-se.
- Vende-me, pai. Mas não apossas-te de mim que faço-te eunuco.
E o barco partiu. A garota estava jogada em meio aos barris de rum, com as pernas abertas como que prontas pro pecado da carne. Riram os piratas. Apossaram-se os piratas.
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