27 6 / 2011

corn for microwave popcorn

Eu nunca pensei que ia ser tão direto com vocês. Mesmo. Meus escritos são sempre tão introspectivos que acabei por esquecer que as pessoas, pelo menos algumas, leem isso aqui. Vou dar uma atualização pra vocês. Aliás, vou reclamar um pouco aqui.
A coisa é que havia uma pessoa. Quem, não interessa. Mas eu gostava dessa pessoa. E essa pessoa se foi. Não se foi pro abismo da morte, não. Ela se foi pra mim. Se foi, sabe? Não que eu quisesse que fosse. Tal pessoa foi por vontade própria. E isso me deixou mal. As pessoas que me conhecem e me viram nos últimos três meses sabem o que quero dizer quando falo “mal”. As pessoas que convivem comigo, porém, quase de nada ficaram sabendo. Só de uns tais relances meus a respeito de uma tal Copacabana e da minha vontade de fazer uma viagem de uma hora até o local da solução dos meus problemas - ou do começo deles. Mas passou. O mal que o desaparecimento da pessoa causou, passou.
Estou comendo pipoca de microondas. Eu tinha uma vizinha alguns anos atrás, Fátima. “Fátima” - o nome que me lembra tomates. Essa vizinha me fazia pipoca de microondas sempre que eu ia visitá-la. Eu amava. Essa é a primeira vez desde meus seis anos de idade que como pipoca de microondas. Não sei o que a pipoca de microondas marca na minha vida, mas sei que esse momento é o momento certo pra estar comendo isso.
Eu dei uma pausa de dois dias nesse texto. Só voltei a escrever agora. Acho que era só isso mesmo que eu tinha pra falar. Se cada um dançar tango com os passos que preferir, todos acabaremos felizes.