21 7 / 2011
Vida amanteigada.
Me vem aquele cheiro de manteiga nas narinas. Aquele cabelo engordurado. E aquelas palavras igualmente nauseantes: “Eu só não queria te machucar.”
O amor não é pro meu, pro teu, pro dele, pro dela, o amor não é pro bico de ninguém.
Explico o seguinte:
1 - Não confie em pessoas que somem. Pessoas que somem não são confiáveis.
2 - Não tente amar incondicionalmente, de qualquer modo. Amor incondicional é falta de amor próprio.
3 - Não se envolva com pessoas explicitamente inseguras. Você vai ser machucado, vai machucar e vai doer bastante quando acontecer.
A verdade é que dói demais, como me avisara. Me dói demais o “não”, o “não gosto mais de você”, o “talvez”, o “quem sabe um dia”. Me dói demais a incerteza, a insegurança, a rejeição, a indiferença. Me dói quando as pessoas mudam. E elas realmente mudam, Sr. Takano. Elas realmente mudam.
Acho, meus bens (porque apesar de sempre saber que muita gente me ama, nunca quis falar tão diretamente com vocês), que vou dar uma fugida por aí. Subir numas árvores, plantar plantas exóticas. Subir em prédios e ficar na borda do terraço com um bloco de anotações imaginando um típico livro de ajuda do Cury. Pular do terraço, quem sabe, pra ter a sensação de todos os ossos quebrando ao mesmo tempo. Sinto vontade de ajudar as formigas em seu árduo serviço. Sinto vontade de conversar com os pássaros Sinto vontade de beijar. De viver - viste?